quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Europa: indicador de pobreza

Sobre a imagem abaixo só tenho um comentário: Ainda bem que vivemos num país quentinho!


sábado, 23 de fevereiro de 2013

Sócrates na Indústria Farmacêutica

Não, não estou a brincar. O nosso ex-primeiro ministro é mesmo um consultor para uma multinacional Suíça - Octapharma - do mercado sul americano.


Ele nunca me enganou. Todos aqueles problemas a tirar o curso de Engenharia só podiam significar uma coisa: ele nasceu para a indústria farmacêutica!

Quais mestrados, quais doutoramentos... o que é preciso para se ter um cargo de topo numa multinacional é ir para a política. Não há nenhuma outra profissão que dê tantos connects como a política, que é no fundo a matéria-prima para qualquer multinacional assegurar a sua prosperidade.

Sócrates está, ainda assim, uns passos atrás de Relvas. Sócrates foi para a política para conseguir ser consultor de uma grande empresa, enquanto Relvas foi para a política para conseguir ser consultor de todas as multinacionais de uma vez.

O artigo acaba aqui, porque tenho de ir a umas aulas de filosofia em Paris a ver se consigo um emprego na Johnson and Johnson.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Portal de Opinião Pública

A Fundação Francisco Manuel dos Santos disponibilizou mais um site informativo muito interessante sobre 7 temas:

  1. O indíviduo
  2. A família
  3. Os grupos sociais
  4. O trabalho
  5. A religião
  6. A economia
  7. A política

Os dados apresentados resultam de inquéritos de opinião executados por toda a Europa, pelo que é suposto representar a percepção dos cidadãos de cada país.
Por exemplo, no capítulo da política é possível consultar o indicador "Satisfação com a democracia" obtendo o seguinte resultado para 4 países:


Facilmente se correlaciona a riqueza do país com a saúde da democracia. Quanto mais pobre, mais a democracia é considerada inútil. O caso da Grécia é bastante alarmante e parece-me que por lá, mais cedo ou mais tarde, a democracia vai ser suspensa durante uns tempos.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Grândola Vila Morena

Agora tornou-se moda cantar esta música como forma de protesto em relação às políticas do actual Governo. Bem sei que, em termos práticos, os efeitos são praticamente nulos, mas o gozo de ver os políticos encabelados é muito bom.

http://www.publico.pt/politica/noticia/relvas-interrompido-por-grandola-vila-morena-1584951

Por mim era fazer este tipo de manifestação de cada vez que o Relvas vai ao supermercado, médico ou mecânico. Já que ele não sai e não do Governo, ao menos faz-se a vida dele o mais infernal possível.

Note-se que o Relvas (agora resolvi tratar por tu as individualidades que considero estarem abaixo de cão) até tenta dar tanga aos manifestantes, cantando ele próprio a música. Diz também outra frase fenomenal:


Governo só vai embora em 2015 se portugueses quiserem



Mas ó Relvas, ainda tens dúvidas? Tens vivido noutra realidade.
Só lamento que tu vás conseguir chegar ao fim do mandato e que consigas organizar os teus esquemas e negociatas com calma e tranquilidade. Na Bulgária, o Governo fez um décimo da cagada que vocês estão a fazer e já se demitiram após grandes protestos da população. Aprende!

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Estatísticas não mentem

Pois não é que os números reais do desemprego e recessão superaram as estimativas do Governo? Quem adivinharia tal fenómeno?

Como em qualquer outro emprego, por que é que não se criam KPIs (objectivos) no arranque de cada Governo? Eu sugiro uma lista deles e uma lista de consequências:



KPIConsequência
Promete uma coisa durante a campanha eleitoral e faz exactamente o contrárioDemissão automática do indivíduo em causa
Descobre-se, a meio do mandato, que o seu currículo é falsificadoDemissão automática do indivíduo em causa
Descobre-se que está directamente envolvido em grandes escândalos financeirosDemissão automática do indivíduo em causa e pagamento (com juros!) de todos os prejuízos causados. Não interessa se desviou o dinheiro todo para familiares e amigos: limpa-se as contas de toda a gente!
Alguém tenta nomear pessoas com currículo duvidoso ou um familiarDemissão automática do nomeador e investigação criminal sobre o assunto.
Fazer uma nova PPP ruínosaPrisão para o autor, com direito a apedrejamento público. Penhora de todos os seus bens e da família.
Privatizar uma empresa pública por tuta e meiaPossibilidade legal de qualquer cidadão poder cuspir-lhe na cara a qualquer instante


Tendo uma lista deste género (tirando as parvoíces) eu admitiria uma subida do salário dos políticos até 50% vá. Atrairia recursos humanos de topo e afastaria os Miguéis Relvas deste país. No dia em que conseguirmos isto seremos seguramente mais prósperos.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Multar quem não pede fatura

Só faltava este brinde na legislação para 2013 no que respeita à evasão fiscal. A partir de agora os consumidores poderão ser multados em 75 a 2000 euros se forem apanhados a não pedir fatura aos comerciantes.

Não estou nada de acordo com este tipos de incentivos negativos. É preferível fazer o contrário e dar a sensação às pessoas que estão a pedir fatura por dever de cidadania ou para ganhar algum dinheiro, do que conotar esta acção com sentimentos de medo de ser multado.

A minha curiosidade aumentou quando vi esta notícia porque gostava de saber em que circunstâncias é que uma pessoa pode apanhar uma multa. Os cafés e gasolineiras vão ser frequentadas por inspectores? Os inspectores têm autoridade para passar multas na hora?

Epá, menos!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Perceber a dívida pública

Recentemente li um relatório feito por cidadãos que não estão directamente ligados à política e que tentam explicar o que é a dívida, como é que a contraímos, quem beneficiou dela, etc.

Toda a argumentação é baseada factos e noutros relatórios de instituições oficiais, pelo que os números lá apresentados parecem ser verdadeiros. O conteúdo é bastante acessível, não sendo necessários conhecimentos avançados de economia e finanças.

De entre muitas excelentes explicações sobre mitos, gostei de ver contrariada a ideia de que apenas os défices é que determinam o aumento da dívida pública. A obsessão deste governo e também da Europa em torno dos défices é exagerada, dado que se consegue contrariar a subida da dívida com crescimento económico. Olhando para o gráfico abaixo é possível verificar que a dívida nem sempre subiu, enquanto os défices sempre existiram por cá. Ora foram justamente nos anos em que mais crescemos (década de 90) que conseguimos tornar a dívida sustentável.

Concluindo, não é só através da redução do défice (que também é importante) que se reduz a dívida pública, mas também através do aumento do PIB. Sabendo que o nosso PIB está muito relacionado com o consumo interno, não me parece que estejam a ser tomadas as medidas certas.