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terça-feira, 28 de agosto de 2012

6 dicas para poupar no combustível


Sabendo que os combustíveis constituem uma despesa significativa das famílias, eis que apresento 6 dicas para conseguir poupar algum dinheiro. Se o leitor for como eu e não quer abdicar do conforto do seu automóvel, leia os capítulos seguintes, caso contrário arranje um dos muitos meios de transporte alternativos.

1. Gasolineiras low-cost

Já perdi a conta ao número de discussões que tive (umas mais amigáveis que outras) sobre este tema. Está profundamente enraizada na sociedade portuguesa a ideia de que os combustíveis do Intermarché, Pingo Doce ou Jumbo são de qualidade inferior. Não é! A qualidade mínima dos combustíveis é determinada por lei, não havendo espaço para "maus" combustíveis. A velhinha história dos "aditivos" também não tem fundamento científico nenhum, uma vez que nunca foi apresentado qualquer estudo até à data. Aliás, se houvesse um método científico para comprovar que com a gasolina A é possível fazer mais 50% dos quilómetros do que com a gasolina B, este seria um trunfo brutal do departamento de marketing das grandes marcas.

Vejam o vídeo abaixo que explica melhor estas coisas:

2. Modo de condução

Uma vez que meço os meus consumos ao longo do tempo, consigo dizer-vos qual a minha taxa de poupança que é possível com a alteração do modo de condução: 9%. Contudo, a poupança varia consoante o tipo de carro e combustível, entre outros.
Há diversas maneiras de conseguir um consumo mais baixo, nomeadamente:
  1. Conduzir a velocidades mais baixas (sem empatar o trânsito, pois claro!). Desde que baixei a minha velocidade em vias rápidas e auto estradas para 100 km/h, que o consumo decresceu imenso.
  2. Arranques menos bruscos.
  3. Tentar prever como o trânsito e os semáforos se vão comportar. Normalmente os semáforos estão sincronizados uns com os outros, por isso é possível sabermos qual a velocidade necessária para passar a rua toda no verde. Outra coisa que se vê muito na estrada são aquelas pessoas que nos ultrapassam para depois pararem no semáforo vermelho logo à frente. Se tivermos a capacidade de o ver ao longe, escusamos de fazer estas figuras tristes.
  4. Nunca andar em "ponto-morto". Se estivermos com uma velocidade engatada em andamento, gastamos 0 litros, enquanto que se formos em ponto-morto gastamos o mesmo que em relanti. Já para não falar nos problemas de controlo do carro...
  5. Conduzir com os pneus na pressão certa.

3. Controlo de gastos mensais

Quem tem um computador de bordo no carro pode e deve acompanhar a evolução dos seus consumos ao longo do tempo. Quem não tem pode registar os seus consumos numa folha de excel ou numa app para o telemóvel (meu caso). A app tem a grande vantagem de se poder tratar os dados como que quiser, oferecendo perspectivas que um computador de bordo não dá. 
Ter uma noção dos consumos, preço dos combustíveis e quilómetros percorridos permite estabelecer objectivos para o futuro. Quase automaticamente, vamos tentando gastar menos do que no depósito anterior.

Um dia destes apresento a que programei em Android para mim.

4. Partilhar o carro

Esta é muito simples: se na sua empresa tem colegas de trabalho que moram perto de si, proponha um sistema rotativo dos vossos carros. Mesmo que só haja uma pessoa com quem possa partilhar já vale a pena cortar a despesa em metade. 
Existem ainda alternativas de carpooling na internet, mas nem todos estão dispostos a partilhar o carro com desconhecidos - http://www.carpool.com.pt/

5. Aproveitar promoções/descontos

Existem diversos tipos de descontos por parte das distribuidoras de combustíveis, que envolvem muitas vezes despesas noutros produtos. Se por acaso já é consumidor desses produtos então valerá bastante a pena aproveitar as campanhas. Seguem-se alguns exemplos duma lista que provavelmente ascenderá a algumas dezenas:

6. Calcular percursos antecipadamente e optimizá-los

Obter o percurso óptimo entre o ponto A e o ponto B nem sempre é fácil. A internet e os GPSs facilitaram imenso esta tarefa, pelo que devem usar estas ferramentas sempre que possível. 
Se o percurso é repetitivo podem fazer optimizações tais como conhecer alternativas aos vários segmentos do percurso. Se de repente uma estrada está em obras ou se sabem que a uma determinada hora há lá muito trânsito, devem saber como se desviar da maneira mais optimizada possível. Para ficarem a conhecer os atalhos, nada como perguntar aos vossos colegas. Há alguns que nunca na vida os iria conhecer se não fossem eles.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Combustíveis, porque sois assim para mim?

Se há coisa que me irrita é chegar a sexta-feira e lá está a bela da notícia por toda a imprensa a tentar adivinhar se os combustíveis vão subir ou vão descer. Eu aposto que eles estão mortinhos para que suba, para poderem ir enviando os repórteres para os postos de abastecimento e entrevistar toda a santa alma que lá passa. É incrível!

Anyway, acho sempre piada às causas que estão por detrás das subidas do petróleo, nomeadamente 4.

A primeira é a fantástica "tensão no médio oriente". Esta gente aumenta o preço de um produto por haver tensão em algum sítio do mundo? Ou há de facto batatada e os produtores de petróleo do médio oriente cortam o acesso ao resto do mundo e há uma escalada de preços, ou então não há razão nenhuma!
"Vamos aumentando o preço para o caso de haver batatada" - dizem eles. Estão a dizer-me que quando chegar essa altura, o preço já tá tão alto que não precisam de o aumentar escandalosamente? Bullshit...
Nunca os ouvimos dizer: "Vamos diminuindo o preço para o caso de toda a gente se dar bem no mundo!"

A segunda é "o petróleo vai acabar daqui por 50 anos". Era isto que eu ouvia quando era pequeno e sobre isto só tenho a acrescentar o seguinte vídeo:

Podem ver o programa completo aqui.

A terceira e quarta razões estão relacionadas e são inclusivamente contraditórias. Já ouvi dizer que o petróleo estava a aumentar de preço porque a economia global estava a acelerar e portanto havia mais procura, assim como ouvi dizer que a economia global estava a desacelerar, o que fazia com que a produção descesse e consequentemente os preços aumentavam (menos oferta).
Uma coisa eu sei: devem pagar bem a esta malta que arranja estas justificações (mas menos do que aos indivíduos da PJ que inventam o nome das operações policiais). Não é fácil convencer o mundo de que um preço tanto aumenta porque "A" e porque "não A".


Tenho sempre muito que dizer sobre os combustíveis, até porque são uma parcela muito significante do meu orçamento familiar. Mais tarde farei um novo post sobre os impostos aplicados pelo Governo, assim como algumas dicas e ferramentas para diminuir o consumo do maldito.

Deixo-vos uns links com dados que o PORDATA compilou e que servem para quantificar o consumo em Portugal: