A permanência dos jovens em casa dos pais é um misto de autonomia financeira com cultura e tradição. Nos países do sul é perfeitamente normal que um jovem com 25 anos ainda viva com os pais, enquanto no norte é raríssimo.
Vejam a percentagem por país no gráfico abaixo.
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sábado, 18 de maio de 2013
Europa - Jovens que vivem em casa dos pais
segunda-feira, 11 de março de 2013
Leitura recomendada
O autor Edward Hugh fez um belo e ao mesmo tempo devastador artigo sobre Portugal, onde escreve sobre a demografia, economia e desemprego.
http://fistfulofeuros.net/afoe/the-great-portuguese-hollowing-out/
Os números que ele expõe impedem qualquer um de vislumbrar um futuro risonho para o nosso país. Se é sensível não leia este artigo :)
http://fistfulofeuros.net/afoe/the-great-portuguese-hollowing-out/
Os números que ele expõe impedem qualquer um de vislumbrar um futuro risonho para o nosso país. Se é sensível não leia este artigo :)
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Portugal extinto em 2204?
É este o título de um artigo escrito para o PressEurop que, embora exagerado, tenta levantar a discussão do envelhecimento da população. O artigo é sobre Portugal mas, lendo os comentários, percebe-se que são bastantes os países que enfrentam este problema.
Na minha opinião, este é um problema mais psicológico/social do que financeiro. Podem e devem existir incentivos fiscais para que as pessoas tenham mais filhos, mas não me parece que esse seja o principal factor. Nas últimas décadas as pessoas habituaram-se a viver com cada vez maior qualidade e não querem abdicar dela. Ter um filho é visto por muita gente como um fardo a carregar para o resto da vida, que poderá impedir de atingir objectivos profissionais e financeiros.
Infelizmente, a sociedade precisará de um choque para perceber que se está a extinguir. Quanto mais não seja, quando verificarem que o sistema de pensões do seu país não é sustentável, por não haver jovens a trabalhar.
Espero sinceramente que sejam tomadas decisões ao nível da Comissão Europeia, que terão obrigatoriamente de passar por descriminações positivas fiscais. Pelo menos, numa primeira fase...
Na minha opinião, este é um problema mais psicológico/social do que financeiro. Podem e devem existir incentivos fiscais para que as pessoas tenham mais filhos, mas não me parece que esse seja o principal factor. Nas últimas décadas as pessoas habituaram-se a viver com cada vez maior qualidade e não querem abdicar dela. Ter um filho é visto por muita gente como um fardo a carregar para o resto da vida, que poderá impedir de atingir objectivos profissionais e financeiros.
Infelizmente, a sociedade precisará de um choque para perceber que se está a extinguir. Quanto mais não seja, quando verificarem que o sistema de pensões do seu país não é sustentável, por não haver jovens a trabalhar.
Espero sinceramente que sejam tomadas decisões ao nível da Comissão Europeia, que terão obrigatoriamente de passar por descriminações positivas fiscais. Pelo menos, numa primeira fase...
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Segurança Social em 2100
Há dias visitei um site que permite consultar a estrutura demográfica de vários países do mundo, assim como a previsão até 2100 tendo em conta o ritmo actual.
A figura acima representa a demografia portuguesa em 2010. É uma distribuição característica de países desenvolvidos, em que a base (idades menores) é mais estreita em relação à meia idade. Conclui-se também que a distribuição entre géneros é mais ou menos uniforme, o que contradiz aquilo que sempre ouvi - que havia mais mulheres do que homens.
Existem, portanto, muitas pessoas com idade de trabalhar e descontar para a Segurança Social de maneira a poder pagar as reformas às pessoas mais velhas deste país. O problema está na evolução que a distribuição está a ter e que se prevê que se venha a agravar (figura abaixo).
Se os governos do futuro não incentivarem a natalidade no nosso país, poderemos ter uma distribuição de idades insustentável nos moldes actuais de segurança social. Não é possível que uma pequena fracção da sociedade trabalhe para sustentar as reformas da maioria da população.
A previsão é muito preocupante e leva a crer que terão de ser tomadas medidas que contrariem este ritmo. Sabendo que Portugal é um país constantemente em crise financeira, não me parece que venham a haver decisões sérias nesta matéria. Aposto que o melhor que os governantes do futuro saberão fazer é aumentar a idade da reforma.
Reparem também no tamanho da população: menos 4 milhões do que agora (-37%). Se esta tendência se verificar pela Europa toda (que também é apresentado no site), a economia europeia será certamente ultrapassada pelas asiáticas e sul-americanas. O que até há poucos anos parecia uma utopia está, na realidade, muito próximo de acontecer. Daqui por 40 ou 50 anos certamente já não seremos a segunda maior economia global.
Os nossos líderes que se ponham finos.
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