O DinheiroVivo fez um excelente infográfico onde descreve em que é que o Estado vai cortar a seguir.
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terça-feira, 7 de maio de 2013
Os novos cortes na despesa
sábado, 5 de janeiro de 2013
Indicadores sociais - Despesas Anuais
Ainda no relatório do INE com os indicadores sociais, gostei de ler o quadro com as categorias de despesa média anual por agregado. Afinal de contas não parece que os portugueses andaram a viver acima das possibilidades. As maiores despesas são feitas em bens e serviços essenciais como os produtos alimentares, habitação, saúde, transportes, ensino, etc.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Especialistas em nomeações
Que a gente sabe que os políticos nomeiam os amigos e conhecidos já a gente sabe. Agora chegarem ao cúmulo que contratar assessores para o Governo como especialistas, vindos directamente da faculdade é obra... Como se isto não fosse suficiente, conseguem ainda oferecer uns míseros 3069€ em início de carreira.
Eu cá nem quero saber se eles são génios ou não, só pretendo que não lhes chamem de especialistas para lhes poderem pagar este balúrdio. Chamem-lhes directamente por "primo" ou "afilhado", que assim sabemos logo que se trata do factor C(unha). Aliás, génios serão com certeza numa área: manter relações com as pessoas certas. A maior parte vem de juventudes partidárias (surprise! :o), o que indica que desde cedo se habituaram à ideia que para se ser bem sucedido em Portugal são precisos connects. É pena que assim seja, porque se bem conheço esta gente, serão os Relvas e Coelhos do futuro.
Podem ver tudo no programa "Sexta às 9" desta semana.
Ah, neste programa também falam de uma Assembleia da República que parece que gasta 100 milhões de euros, mas que já cortou todas as mordomias e não sei quê... Só para responder ao senhor que aparece na reportagem, recomendo que leiam o este artigo com este excerto a propósito das refeições que lá se fazem:
"O Bacalhau deverá ser obrigatoriamente da espécie Cod Gadusm morhua."
Eu cá nem quero saber se eles são génios ou não, só pretendo que não lhes chamem de especialistas para lhes poderem pagar este balúrdio. Chamem-lhes directamente por "primo" ou "afilhado", que assim sabemos logo que se trata do factor C(unha). Aliás, génios serão com certeza numa área: manter relações com as pessoas certas. A maior parte vem de juventudes partidárias (surprise! :o), o que indica que desde cedo se habituaram à ideia que para se ser bem sucedido em Portugal são precisos connects. É pena que assim seja, porque se bem conheço esta gente, serão os Relvas e Coelhos do futuro.
Podem ver tudo no programa "Sexta às 9" desta semana.
Ah, neste programa também falam de uma Assembleia da República que parece que gasta 100 milhões de euros, mas que já cortou todas as mordomias e não sei quê... Só para responder ao senhor que aparece na reportagem, recomendo que leiam o este artigo com este excerto a propósito das refeições que lá se fazem:
"O Bacalhau deverá ser obrigatoriamente da espécie Cod Gadusm morhua."
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Despesas do Estado
É muito comum ouvirmos na televisão e nos jornais que se devia cortar na despesa pública. Mas depois nunca se chega a enumerar concretamente as áreas em que se pode aplicar.
Olhando para o orçamento de estado de 2012, percebe-se, em linhas gerais, onde é que o dinheiro está a ser gasto (página 78). Concluo algumas coisas disto:
Olhando para o orçamento de estado de 2012, percebe-se, em linhas gerais, onde é que o dinheiro está a ser gasto (página 78). Concluo algumas coisas disto:
- Gasta-se demasiado dinheiro com a Assembleia da República (83,5 milhões euros), mesmo não sabendo ao certo o que aqui está englobado.
- Paga-se uma estupidez de juros e dívida pública (8 mil milhões de euros). Para terem uma noção de grandeza, o não pagamento desta despesa significava passarmos de um défice orçamental para um superavit.
- Gastam-se 429 milhões de euros na Defesa Nacional. Não estamos em condições financeiras nem militares de travar uma guerra, por que raio se gasta tanto em inutilidades? E ainda para mais porque o Ser Humano é o animal mais selvagem deste planeta e a qualquer momento desata a matar milhões de pessoas porque sim.
- Gastam-se 7,5 mil milhões de euros em saúde. Esta é provavelmente das áreas onde mais desperdício há e por isso vale a pena apontar algumas falhas:
- Até há pouco tempo os hospitais negociavam cada um por si o preço dos medicamentos com os fornecedores. Ninguém conseguiu pensar que se negociassem para um conjunto vasto de hospitais o preço diminuiria significativamente.
- Há médicos pagos a preço de ouro que não cumprem integralmente o seu horário e ainda aproveitam para ir fazer umas horas para uma empresa privada.
- Não há praticamente controlo da medicação gasta nos hospitais. Vai-se dando aos doentes, vai-se deitando fora porque passou de validade, alguns funcionários levam medicamentos para casa e por aí fora...
- Anda-se a cortar na Educação, quando é esta que nos pode safar como país a longo prazo.
- Gastaram-se mais de 40 milhões de euros no Censos 2011. Não há maneiras menos custosas de obter esta informação?
- Na página 122 está um gráfico com o dinheiro que se prevê gastar em parcerias público-privadas: em média pagar-se-á um subsídio de natal de toda a função pública aos privados por ano até 2040.
Há muito por onde cortar, mas ninguém quer tocar em interesses instalados. Ainda hoje ouvi na rádio uma excelente observação:
- quer-se cortar nas parcerias público-privadas, os privados queixam-se e o Governo não corta
- quer-se diminuir os privilégios dos médicos, a Ordem reclama e o Governo tem de ceder
- quer-se aumentar o número de alunos por turma em 4 ou 5, os sindicatos dos professores levantam cabelo e o Governo não aumenta tanto
- quer-se nivelar os salários dos gestores públicos com o do 1º ministro, mas depois dão-se excepções por razões de concorrência
Resumindo, toda a gente diz que de facto temos de fazer sacrifícios para sairmos da situação em que estamos, mas quando chega a hora de o fazer ninguém aceita. O papel do Governo é fazer o que deve fazer: distribuir proporcionalmente e sem excepção os sacrifícios por todos os 10 milhões de portugueses.
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