Quando acontece uma desgraça nalgum canto do mundo, ficamos a conhecer os pobres desse país. Sucedeu-se o mesmo no caso do Bangladesh onde morreram cerca de 1100 pessoas após o desabamento do edifício onde trabalhavam. Segundo a notícia, estas pessoas fabricavam roupa por cerca de 29 euros por mês para as principais marcas mundiais.
Até aqui surpreendia-me um pouco que o negócio da roupa permitisse ao senhor Amancio Ortega ser o terceiro homem mais rico do mundo. Se fizermos bem as contas, a venda de uma peça de roupa por 50€ (preços normais em Portugal) cobre o salário completo mensal de um trabalhador e ainda chega para pagar o transporte. Se um empregado produzir 500 peças de roupa por dia, é tudo lucro a partir da primeira.
Agora, são as marcas (H&M, Inditex, C&A, etc) que pretendem financiar o estabelecimento de condições dignas de trabalho nestes países. Financiar?! Isto é duma hipocrisia sem limites! Então eles mandam fabricar toneladas de roupa a troco de meia dúzia de euros e achavam que haviam condições mínimas de segurança e saúde no trabalho? Poupem-me! Querem ficar bem na fotografia, quando são eles os maiores incentivadores de mercados laborais completamente desumanos. Só falta a Apple dizer o mesmo em relação à Foxconn.
Tal como referi no meu post anterior, tem de haver uma evolução muito significativa nestes países para que toda a gente do mundo viva melhor. Caso contrário, o 1% mais rico vai andar constantemente a tentar nivelar os 99% por baixo.
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sábado, 18 de maio de 2013
O caso do Bangladesh
sábado, 11 de maio de 2013
Crescimento do PIB no mundo
Segundo este artigo as previsões de crescimento para o mundo são as do gráfico abaixo. A Europa deve estar super orgulhosa neste momento, pois é que contribui com mais países em recessão. Aliás, tem quase o exclusivo!
Como é de esperar, são os países menos desenvolvidos que mais vão crescer. Na minha opinião, esta deslocalização do crescimento advém da globalização da economia e entrada de mais países na Organização Mundial do Comércio. De um momento para o outro, os países que eram desenvolvidos descobriram que podem afinal baixar brutalmente os custos da sua produção se a deslocalizarem para países onde há pessoas a ganhar 30€/mês. Com isto, têm provocado um desemprego galopante no ocidente, mas por outro lado uma taxa altíssima de empregabilidade no oriente. Ora, as pessoas que antigamente compravam os produtos - os do ocidente - deixaram de o poder fazer, mas o grande problema é que as economias que agora estão a crescer imenso não nos estão a comprar na mesma proporção.
Enquanto houverem países cuja mão-de-obra é praticamente escrava, o modelo actual da economia levará inevitavelmente à nivelação por baixo. Seria óptimo que a China, a Índia e o Bangladesh subissem os salários dos trabalhadores na proporção do seu crescimento, pois permitiria aos europeus e americanos escoar muito mais produção do que actualmente. As trocas comerciais seriam, neste cenário, muito vantajosas para as duas partes e viveríamos todos um pouco melhor. O que tem acontecido é um aumento de multi-milionários nestes países do oriente que, naturalmente, não estão a distribuir os proveitos com mais justiça.
Como é de esperar, são os países menos desenvolvidos que mais vão crescer. Na minha opinião, esta deslocalização do crescimento advém da globalização da economia e entrada de mais países na Organização Mundial do Comércio. De um momento para o outro, os países que eram desenvolvidos descobriram que podem afinal baixar brutalmente os custos da sua produção se a deslocalizarem para países onde há pessoas a ganhar 30€/mês. Com isto, têm provocado um desemprego galopante no ocidente, mas por outro lado uma taxa altíssima de empregabilidade no oriente. Ora, as pessoas que antigamente compravam os produtos - os do ocidente - deixaram de o poder fazer, mas o grande problema é que as economias que agora estão a crescer imenso não nos estão a comprar na mesma proporção.
Enquanto houverem países cuja mão-de-obra é praticamente escrava, o modelo actual da economia levará inevitavelmente à nivelação por baixo. Seria óptimo que a China, a Índia e o Bangladesh subissem os salários dos trabalhadores na proporção do seu crescimento, pois permitiria aos europeus e americanos escoar muito mais produção do que actualmente. As trocas comerciais seriam, neste cenário, muito vantajosas para as duas partes e viveríamos todos um pouco melhor. O que tem acontecido é um aumento de multi-milionários nestes países do oriente que, naturalmente, não estão a distribuir os proveitos com mais justiça.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Reflexão sobre a humanidade
O presidente do Uruguai fez um discurso durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) absolutamente inspirador sobre a humanidade nos dias de hoje. Vale a pena ver aquilo que considero um discurso "à homem":
Lembro que não é o presidente de um país pobre, mas sim do país que é conhecido como a Suiça da América do Sul. Este homem faz-nos pensar: "mas que raio de modelo económico construímos para nós próprios?"
Lembro que não é o presidente de um país pobre, mas sim do país que é conhecido como a Suiça da América do Sul. Este homem faz-nos pensar: "mas que raio de modelo económico construímos para nós próprios?"
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competitividade,
globalização,
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